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25 de Outubro de 2020
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    A Gol vende 11 Boeings New Generation e espera novos (e ora contestados) 737 Max nos próximos anos

    Espaço Vital
    Publicado por Espaço Vital
    há 8 meses

    Mais 737 Max!

    A Gol Linhas Aéreas terá mais aeronaves Boeing 737 Max, mesma geração dessas que estão, há quase um ano, impedidas de voar em todo o mundo, após dois acidentes com 346 mortes e um pouso de emergência sem vítimas. A empresa brasileira fechou acordo com a Carlyle Aviation, gestora de investimentos em aviação multi-estratégia, com sede em Miami (EUA), vendendo 11 de seus 106 Boeings Next Generation (NG).

    Estes serão substituídos em contrato de arrendamento por novas unidades do Boeing 737 Max-8 nos próximos anos.

    O advogado Guilherme Amaral, especialista em Direito Aeronáutico faz pontual avaliação: “A Gol quer dinheiro em caixa e vai vender 11 aviões 737 NG num momento em que estes estão em alta, em decorrência dos Max parados. A empresa vai trocar esses ativos por aquele em que aposta para o futuro. O contrato de leasing é mais barato e a Gol vai se preparando para a renovação da frota, após a liberação do Max corrigido”.

    A propósito (1)

    Vozes da “rádio-corredor” da OAB gaúcha – especializadas em responsabilidade civil e direito do consumidor - abriram um outro foco de incerteza para o assunto.

    A dúvida: os passageiros voltarão a confiar nos corrigidos 737 Max na sua volta aos céus do mundo, a partir de agosto deste ano?

    Há 387 unidades dos Boeings 737 Max parados – e em revisão – no mundo inteiro; destes, sete são da Gol. Até agora soma US$ 18,6 bilhões o gasto da Boeing com o refazimento do projeto e as trocas – principalmente de aterramento - que serão feitas em todas as aeronaves.

    A propósito (2)

    O que se sabe é que com a venda de 11 Boeings New Generation, a Gol vai reduzir em R$ 500 milhões seu endividamento líquido; em setembro de 2019 (últimos dados disponíveis) ele era de R$ 11 bilhões. Além disso, reduzirá R$ 130 milhões na dívida com o arrendamento financeiro; e terá um aumento de R$ 370 milhões em caixa.

    Uma jogada financeira nas alturas, assinada em terra firme.

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