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21 de Janeiro de 2020
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    Crise no futebol: o velho não morre e o novo não nasce

    Espaço Vital
    Publicado por Espaço Vital
    há 2 meses

    Há indícios de coisas que resistem ao novo. Um deles é o tipo de jornalismo “isento” feito no Rio Grande do Sul. Uma farsa. É como filme trash. Feito a sério, porém não esconde o zíper da fantasia do monstro. Algo como o filme A Volta dos Tomates Assassinos.

    Outra coisa velha é o chapabranquismo, espécie de revoada de pássaros em volta do estádio dos clubes. São uma espécie de lado B do isentismo tipo IVI. São deletérios. Algo como as Lojas Havan. Só é bom para os donos e sócios. O pequeno comércio quebra...

    Vejamos os lados A e B.

    IVI é lado A – por exemplo, quer que Leo Moura fique. Faz matéria elogiosa. Ruim para o Grêmio.

    Já o lado B – o chapabranquismo não critica Leo Moura ou André (por exemplo). Ruim para o Grêmio. E assim por diante.

    No mais, a IVI sobrevive também de sua negação. Os chapas brancas gremistas fazem uma IVI às avessas. Para eles, o Grêmio não tem defeitos. Renato é santo. Galhardo não é tão ruim assim. E André custou muito caro e por isso devemos apostar no gajo. E se um gremista critica, é um mau torcedor. Traidor, até...

    O Grêmio perdeu em 2019 duas Copas e o campeonato brasileiro. Poupando. Classificou para a Libertadores. Alvissaras. Imagine se não classificasse. Seria um fracasso total. Não esqueçamos que o Grêmio recebe R$ 80 milhões ano da TV, graças a esse campeonato “desprezado”. Ora, se a Copa do Brasil paga R$ 54 milhões, parece que o dinheiro do Brasileirão é bem maior, no frigir dos ovos, mormente para quem o vence. Simples assim.

    O irritante: como explicar o jogo contra o Atlético PR? E em casa, contra o São Paulo, um outro Grêmio? Um time não pode ser ciclotímico desse modo.

    Temos que admitir, sob pena de atropelo, que estamos em face de uma crise no futebol: o velho modelo está quase morto e o novo está querendo nascer. Mano, Felipão, Felipe Melo, André, Celso Roth, Abelão... são gente do passado.

    Renato, se abandonar o modelo rachão – o que eu acho difícil - , tem chance de superar a crise e entrar no novo paradigma.

    Perguntaram para Jesus por que não poupou contra o Palmeiras, eis que já campeão: “Para não perder a intensidade” - respondeu. Bingo!

    Quando Grêmio e Inter foram ao Mundial de Clubes pouparam um tempão antes. Lá chegando, esqueceram como se joga. Faltou intensidade, talvez.

    O Grêmio poupou à beça em 2019... Ganhou o Gauchão e uma vaga na Libertadores. Se em 2020 poupar e começar de novo com a ladainha, já se sabe o final da história.

    Ah, o novo e o velho... Admitamos que o modelo de jornalismo da IVI morreu, que o rachão não funciona, que o modelo centroavante aipim é deletério, que o modelo “vestiário com bruxinho” é péssimo, que clube não é casa de caridade, que a falta de transparência nos clubes vai afundá-los, que já ninguém aguenta o Galpão Crioulo (não tem nada a ver, mas vale o recado...), que jogador tem de jogar, que não se deve poupar atletas, que o Grêmio não tem de esperar o jogador jovem mofar no banco para só entrar quando os veteranos caírem de podre...

    Os novos tempos estão aí. Palavra de Jesus. Amém.

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