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15 de Agosto de 2018
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    A IVI e o gozo pelo time reserva do Grêmio

    Espaço Vital
    Publicado por Espaço Vital
    há 8 dias

    Foi o assunto da semana. O Flamengo correu mais do que o Grêmio descansado. Não esqueçamos que o Grêmio usou 100% de reservas contra a Chapecoense. Todos os jogadores descansaram. Os do Flamengo, não. E, ao que vimos, correram mais que os do Grêmio.

    Sei que é difícil falar sobre isso. É proibido criticar o Grêmio, mesmo sendo gremista. Recebe-se mais críticas de gremistas do que de colorados. Há gremistas que ficam de tocaia. Há uma espécie de ´chapabranquismo´ por arrastamento. Mas, mesmo levando em conta esse fenômeno, arrisco fazer críticas ao meu time.

    Não adianta falar só para convertidos. A tarefa de quem escreve todas as semanas é tentar colaborar fazendo críticas. Até mesmo quando critico a IVI quero colaborar. Vá que algum ´ivista´ possa vir a ser redimido e salvo?

    Por isso, algumas perguntas andam sem resposta. Por exemplo, a questão do preparo físico do Grêmio. Segundo, por que há uma espécie de ditadura de cascudos e os jovens têm tão poucas chances? Por que repetimos o “fator Artur”?

    Ah, o fator Artur é o seguinte: leva três anos para ser reconhecido e por pouco não vai para um time pequeno para “ganhar experiência”, coisa antiga, aliás, no Grêmio e no futebol gaúcho. Isso aconteceu com João Severiano que encordoou sete títulos. Foguinho dizia que ele tinha de crescer dois centímetros... E o grande Alcindo foi emprestado para o Rio Grande. Everaldo para o Juventude. Ronaldinho Gaúcho foi reserva do Itaqui. Douglas Costa foi mal aproveitado. Querem mais exemplos?

    Quando um jogador do Grêmio (ou do Inter), de 17 anos, vai fazer gol no Maracanã, ou no Morumbi, ou na Arena Corinthians? Quando os jovens receberão chance e desbancar alguns cascudos que, por vezes, mais fazem lobby do que, propriamente, jogar bola? Roger sabe bem disso.

    O técnico do Avenida de Santa Cruz disse, dia desses, uma coisa marcante. Ele lida com um plantel cuja folha total é de 150 mil, coisa que reservas de Grêmio e Inter ganham sozinhos. E ele asseverou: não consigo entender um clube gastar milhões em contratações ou até 500 mil por mês de salário para jogadores que por vezes não correspondem e não usar esse dinheiro para formar jogadores e neles apostar. Bingo!

    Para quê categorias de base se, para vir para o time de cima, tem de rezar para o papa, atravessar um fosso de jacarés e depois pedir a benção?

    Não é possível que as categorias de base não produzam zagueiros ou laterais, por exemplo. Ou meio-campistas. Se não produzem, a fábrica vai mal. Precisa de CPI futebolística nessas categorias, porque a peneira é malfeita. Simples assim. Ou há um represamento indevido de bons jogadores. ´Tertius non datur´.

    Espero que a vitória contra o Flamengo, pelo “quase-abandonado” Campeonato Brasileiro, coloque as coisas de novo nos trilhos. O “quase” tem de ser superado. A IVI fica molhadinha quando o Grêmio põe time reserva. É o gozo fundamental. Peço que o Grêmio não dê esse gostinho para a IVI e para os colorados. E dê chance aos jovens como Matheus Henrique e outros que estão na fila para subir.

    Ora, não se justifica (ria) que um clube da grandeza do Grêmio abandone (abandonasse) o campeonato brasileiro, colocando em campo alguns jogadores absolutamente medíocres. Continuo sem entender o prestigio de Marcelo Oliveira. Já Bressan parece apenas confirmar a velha lenda do futebol de que “basta estar no elenco que um dia jogará”.

    Digo tudo isso, implorando para que não abandonemos o Campeonato Brasileiro. Por quê? Simples. Temos três balas. A do Brasileirão (incógnita, porque vai indo entre sístoles e diástoles); a da Copa do Brasil, desgastada com o empate em casa (resta meia-bala) e a da Libertadores, que será disparada hoje, contra o Estudiantes.

    A ver (sem h).

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