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18 de Outubro de 2018
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    O direito de amar

    Espaço Vital
    Publicado por Espaço Vital
    há 2 meses

    Depois de quase quatro meses de confinamento na casa global, a vencedora do insuportável – mas famoso – Big Brother Brasil recebeu o cheque nominal com a grana pesada, foi ao banco, fez o depósito e – orientada por um sincero gerente – aplicou o montante “numa aplicação de fôlego, mas pouco risco”.

    De sobremesa, também contratou seguro total para o Fiesta que, ali mesmo, adquiriu financiado, com juros de 1,99% ao mês.

    Saindo do banco, a beldade deu o “aviso imediato” ao companheiro:

    - Tu, agora, és o meu ex-bem. Eu tô famosa, boa grana na conta, não te amo mais e estou mudando de vida. Vou tentar a carreira artística.

    E se foi a morar num hotel quatro estrelas, de cidade praiana carioca. Cinco dias depois, ela foi citada como ré numa “ação de dissolução de união estável, com partilha de bens”. Nela, o ex-marido sustentou o direito à metade do valor do prêmio – “ainda mais pelo período forçado de abstinência, enquanto a ré se refestelava generosamente perante as câmeras ocultas e outras nem tanto”.

    Complementarmente, o ex-gostosão cumulou pedido de reparação por dano moral, por ter ela causado constrangimento “dando causa à infidelidade quando trocou beijos e carícias com outro integrante do programa, mesmo ela alardeando antes que tinha uma pessoa lá fora".

    O juiz julgou antecipadamente e indeferiu “os despropositados pedidos masculinos”.

    Conforme o julgado, não houve participação alguma do autor no “premiado florescimento da conta da ex-companheira” (...) “e ademais, o mero descumprimento do dever de fidelidade desacompanhado de ilícito de natureza civil não autoriza compensação pecuniária, pois a escolha de outra pessoa é imanente ao direito de amar".

    Transitou em julgado. Na agência bancária da cidade praiana, conta-se – apesar do sigilo bancário - que o saldo da conta da ex-BBB continua encolhendo.

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