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23 de Junho de 2021
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    “O machismo mata”!

    Espaço Vital
    Publicado por Espaço Vital
    há 4 anos

    A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e a Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 2ª Região (Amatra) divulgaram nota para manifestar "indignação" pela morte da juíza Cláudia Zerati, titular da 2ª Vara do Trabalho de Franco da Rocha (SP). Ela foi assassinada pelo marido no bairro de Perdizes no domingo (20). "O machismo mata", diz o texto.

    O delegado Cristian Lanfredi, 42 de idade, que – cedido - atuava na Assembleia Legislativa de São Paulo, matou Cláudia e depois se suicidou no apartamento do casal.

    Segundo o padrinho da filha do casal informou à polícia, o delegado chegou a deixar a filha do casal (uma menina de seis anos) com ele, após um desentendimento com a mulher por volta das 4h da madrugada.

    Lanfredi voltou para a casa, em um prédio de alto padrão na Rua Tucuna, matou a mulher e se matou.

    Vizinhos ouviram disparos por volta das 6h, foram até o apartamento, a porta estava aberta e eles encontraram o casal baleado e já morto. De acordo com o padrinho, a menina contou que os pais brigaram porque Lanfredi havia se recusado a tomar seu remédio. O delegado estava afastado do trabalho para tratamento.

    A nota conjunta das duas entidades de magistrados diz que repudia "os gritantes números de feminicídio que ainda grassam no Brasil, evidenciando uma realidade trágica que, agora, colhe a vida de uma juíza do Trabalho".

    As entidades dizem também que, em 2016, “contabilizavam 4,8 assassinatos a cada 100 mil mulheres, ocupando o 5º lugar no ranking mundial de países, quanto ao feminicídio”.

    Pelos dados do Mapa da Violência 2015, dos 4.762 assassinatos de mulheres registrados no Brasil em 2013, 50,3% foram cometidos por familiares (33,2% pelo parceiro).

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