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20 de Janeiro de 2019
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    A briga da Odebrecht chega ao STJ

    Espaço Vital
    Publicado por Espaço Vital
    há 7 anos

    A maior disputa societária do país, envolvendo as duas famílias donas da quase totalidade das ações do grupo Odebrecht, vai chegar, nos próximos dias, ao STJ. Depois de quase dois anos de duros embates - inclusive com a suscitação de impedimento de uma juíza e um desembargador - as famílias Odebrecht e Gradin estão longe de um acordo e testam o limite da legislação brasileira para conflitos empresariais.

    O objeto da batalha é a participação de 20,6% dos Gradin, por meio da empresa Graal, no capital da Odebrecht Construtora (Odbinv), controladora do sexto maior conglomerado privado do Brasil, com faturamento anual de cerca R$ 60 bilhões e atuação em 20 países.

    Os Gradin resistem à pressão dos Odebrecht - representados pela empresa Kieppe, com 62% na Odbinv - para que lhes vendam a sua fatia bilionária por R$ 1,5 bilhão. Há quem a avalie em pelo três vezes mais.

    O grupo Odebrecht foi fundado há quase 70 anos e, até os anos 1970, era uma pequena empreiteira com atuação quase restrita à Bahia. Foi na década do "milagre econômico", que o fundador do grupo, Norberto Odebrecht, convidou o economista Victor Gradin para assumir a diretoria financeira da Odebrecht Construtora.

    Era 1974, e, para seduzir o amigo, Norberto lhe ofereceu 10% das ações da empresa, fatia que acabou dobrando ao longo dos anos. Nesse período, as relações entre as duas famílias se estreitaram muito. Até que o neto de Norberto e atual presidente do grupo, Marcelo, resolveu, unilateralmente, fazer valer o acordo de 2001 e assumir as ações dos Gradin.

    Apesar de os conflitos entre os Gradin e os Odebrecht virem se arrastando, com repercussões no mundo político e em instituições financeiras internacionais, ambos os lados asseguram que os negócios do conglomerado não foram prejudicados.

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